Reportagem assinada por Dra. Ana Carolina Silva dos Santos

Seus rins podem estar doentes sem dar nenhum sintoma: saiba quem deve fazer exames

Os rins desempenham um papel fundamental para o funcionamento do organismo. No entanto, muitas pessoas convivem com alterações na função renal de forma silenciosa.

São eles os responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas, controlar a pressão arterial, regular a quantidade de líquidos no corpo e contribuir para a produção de hormônios importantes. Apesar dessa importância, a doença renal crônica costuma evoluir sem apresentar qualquer sintoma nas fases iniciais.

Em muitos casos, os primeiros sinais só aparecem quando os rins já perderam boa parte de sua capacidade de funcionamento, tornando o tratamento mais complexo. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores formas de proteger a saúde renal.

Quem deve ficar mais atento?

Embora qualquer pessoa possa desenvolver uma doença nos rins, alguns grupos apresentam maior risco e devem realizar acompanhamento periódico. Entre eles estão:

  • Pessoas com pressão alta;
  • Pessoas com diabetes;
  • Idosos;
  • Indivíduos com histórico familiar de doença renal;
  • Pessoas com obesidade;
  • Pacientes com doenças cardiovasculares;
  • Quem faz uso frequente de medicamentos sem orientação médica, especialmente anti-inflamatórios.

Para essas pessoas, exames simples podem identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas.

Quais exames ajudam a avaliar os rins?

Ao contrário do que muitos imaginam, a avaliação da saúde renal não depende apenas da creatinina.

Os principais exames incluem a dosagem da creatinina no sangue, o cálculo da taxa de filtração glomerular (TFG) e o exame de urina, que pode detectar perda de proteínas, sangue ou outras alterações importantes. Em alguns casos, exames de imagem, como a ultrassonografia dos rins, também são indicados.

A interpretação desses resultados deve ser feita por um médico, considerando a idade, o histórico de saúde e outras condições clínicas do paciente.

Existem sintomas?

Nas fases iniciais, geralmente não.

Quando aparecem, os sintomas podem incluir inchaço nas pernas, aumento da pressão arterial, cansaço excessivo, alterações na quantidade de urina, perda de apetite, náuseas e dificuldade para controlar doenças como hipertensão e diabetes.

O problema é que esses sinais costumam surgir quando a função renal já está bastante comprometida.

É possível prevenir?

Na maioria dos casos, sim.

Controlar adequadamente a pressão arterial e o diabetes, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, evitar o cigarro, manter boa hidratação e não utilizar medicamentos por conta própria são atitudes que ajudam a preservar a saúde dos rins. Além disso, realizar exames periódicos é essencial, principalmente para quem faz parte dos grupos de risco.

A doença renal crônica nem sempre pode ser evitada, mas quando identificada precocemente é possível retardar sua progressão, reduzir complicações e proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente.

Cuidar dos rins é cuidar da saúde como um todo. E, muitas vezes, um simples exame de rotina pode fazer toda a diferença.

Sobre a autora

A Dra. Ana Carolina Silva dos Santos é médica nefrologista, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde também realizou as residências em Clínica Médica e Nefrologia. Ao retornar para Itapetininga (SP), atuou em serviços de hemodiálise, hospitais e na rede pública de saúde, chegando ao cargo de responsável técnica de unidade de hemodiálise.

Atualmente dedica-se ao atendimento em consultório, com foco na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças renais, buscando oferecer um cuidado individualizado e orientado para a qualidade de vida de seus pacientes.

Se você deseja esclarecer dúvidas, obter mais informações ou agendar uma consulta com a Dra. Ana Carolina, acesse o WhatsApp da especialista. Cuidar da saúde começa com informação de qualidade.

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